Quando vires os teus olhos a verem-te, quando não souberes se tu és tu ou se o teu reflexo no espelho és tu, quando não conseguires distinguir-te de ti, olha para o fundo dessa pessoa que és e imagina o que aconteceria se todos soubessem aquilo que só tu sabes sobre ti.

José Luis Peixoto

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Volta sempre


Vai. Claro que vai. Volta sempre. 
Mas até voltar, até brilhar com a mesma intensidade, vai ser preciso tempo. Porque é difícil superar as desilusões, as nossas e as dos outros. É difícil não sentir o nosso mundo a tremer quando nos tiram uma grande (e boa) parte de nós. É impossível não fraquejar, não chorar, não querer sair daqui e começar tudo noutro sítio. Mas também é impossível manter-me longe de quem gosto, deixar para trás quem eu sei ser bom, não me agarrar a quem esteve e está sempre do meu lado e saber que um dia, um dia tudo vai voltar a ser como sempre devia ter sido.  

domingo, 9 de setembro de 2012


Por isso, pelo menos para ti, sê tu própria.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

So, here I go.

Here's the thing about mistakes:
Sometimes, even when you know something is a mistake, you gotta make it anyway.

How I met your mother

sexta-feira, 3 de agosto de 2012


Quanto tempo esperaria pela pessoa que ama?

quinta-feira, 2 de agosto de 2012


A NC diz-me que uma das lições que aprendeu comigo foi viver tudo, mas sempre serena. Agora falta-me essa serenidade. Fugiu-me, e eu não sei quando nem para onde. Falta-me a tranquilidade de outros tempos, o resolver as coisas à primeira e saber ser essa a melhor decisão. Falta-me a paz de estar quieta e mesmo assim feliz, a maior parte dos dias. Falta-me o entender tudo com paz, com bondade, sem más intenções. 

E assim, assim não estou feliz.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Makes it so hard not to cry

E depois do counting down já estou de volta. Foi bom, não espectacular, mas bom.
Gostei de te voltar a ver depois de quase 1 ano e saber que continuamos na mesma, ou melhores até. Gostei de conhecer um "paz-de-alma", de te mostrar a loja e as vistas sobre Lisboa. Adorei o almoço no Chiado e o gelado na Santini. Gostei dos concursos, das t-shirts e adorei o bloquinho. Adorei Snow Patrol, Justice e Katy B. Gostei de ir à porta Fnac ter contigo. Gostei das fotos. Adorei ter-vos comigo. Detestei ter sido burra

terça-feira, 10 de julho de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ar de miúda apaixonada



Horas antes da chegada estava amarela, doente, fui recuperar para casa e ao fim do dia já estava impecável. Afinal, não podia ser de outra maneira. Fomos a uma inauguração e não pude comer nem um petisquinho mesmo sendo de borla. E bebida, só água. A viagem para casa e o antes de adormecer foi cheio de partilhas, como o é sempre que passamos mais de um mês sem nos vermos.

Dormir até tarde e almoço com a mãe antes da ida para a essência do fim-de-semana. Tempo para abusos com frango, passeio pela cidade e compra da bebida do costume. Teleférico e aqui estamos. Muita música, festa, convívio e diversão. Depois o regresso à vossa casa com uma massa de bróculos a acompanhar. Dormir até tarde e sair para uma francesinha e descanso na relva. Ainda houve tempo para um chill out, para me pegarem pelos pés e pelas mãos e para um Rol. 
O melhor foi ouvir que estou com ar de miúda apaixonada, a partilha séria com quem é sempre na palhaçada, compararem-me ao velhinho do Up!, ter-vos perto e gostar tanto de viver assim.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

"Anda daí, vem sentar-te na lua comigo. Imagina o trabalhão que tive, mas agarrei uma estrela só para ti.(...)Por isso talvez a nossa amizade venha de outro tempo, um tempo sem tempo, uma existência eterna e paralela onde tu também tens dezoito anos e todas as noites podemos subir à lua e apanhar estrelas. Agora elas andam fugidias, a tecnologia tornou-as mais rápidas e são muito difíceis de apanhar. Anda daí, vem sentar-te na lua. Nunca está frio cá em cima e instalaram umas escadas rolantes para não nos cansarmos na subida. A Lua forrou-se de almofadas brilhantes e distribui mantas e bebidas aos visitantes. Negociei um lugar cativo com o patrocinador oficial e assim podemos ir todas as noites, se quiseres, se puderes, se tiveres tempo e vontade, tu que andas sempre a correr contra o tempo, contra os comboios, contra quem está contra ti. 
Nem sempre conseguimos encontrar-nos no tempo presente, nem sempre tens tempo para mim, mas eu sei que posso contar contigo, que num momento de crise estarás ao meu lado, que voltarás sempre, porque se a vida é um eterno regresso a casa, a amizade é um amor eterno. Por isso anda daí, vamos os dois um bocadinho à lua e quando voltarmos estarás mais bela e mais feliz e podes ter a certeza que o tempo em que estamos com aqueles que nos querem bem é sempre um tempo ganho, como quem acumula pontos de felicidade para o futuro. Mesmo que seja na lua, ou cá em baixo, entre os homens, tanto faz o tempo e o lugar, o que conta é o modo de ser e de amar."

da MRP "anda daí"tirado daqui
  
Muito obrigada pela ajuda ontem. Aquela será sempre a nossa casa! 

terça-feira, 12 de junho de 2012

E o melhor destas loucuras repentinas, destas maluquices de querer meter-me num carro e fazer 800km de viagem no mesmo dia só para aproveitar a noite dos santos, o melhor é saber que tenho quem me quisesse acompanhar, quem alinhasse nesta loucura e quem, não podendo, faz por garantir que este, afinal, não vai ser um dia como os outros.

Menina e moça


 
Lisboa nunca foi a minha cidade, nunca vivi lá, nem tenho lá família. Mas sinto-a como parte da minha vida, da minha história. É lá que vivem muitos dos que escolhi para mim, muitos dos meus, foi lá que voltei quando não sabia onde me encaixar aqui, foi lá que me diverti e senti que, afinal, nunca estamos longe uns dos outros enquanto comemos sardinhas e febras e dançamos no meio da multidão nos Santos. 
E é lá que eu não vou estar hoje, e agora, que me apercebi disso, que me disseram que sem mim não tem a mesma graça, agora senti um aperto no coração e uma vontade enorme de me meter num carro e ir para a vossa beira.

Quem gosta vem. Quem ama fica.


Costumo ir calada nas viagens. Vou a reparar nos pormenores, nos detalhes, no que se passa lá fora, no que nos passa ao lado na correria do dia-a-dia. E é, quase sempre, nos pormenores que sinto as coisas grandes, é dos pormenores que me lembro tempos mais tarde. 
Foi no abraço que recebi à chegada que reparei, na cumplicidade no retocar de pormenores que sempre houve, no entendimento da oração do "Amor tudo crê, tudo suporta". Senti a partilha na casa de banho e no balcão à espera da bebida. Senti a confiança pela preocupação com o GraphPad e o remendar de meias. Senti um nó na garganta de felicidade com os foguetes. Notei lembrarem-se de mim pela lembrança deste dia. Gostei dos "Psssst, cala-te" e da partilha com o possível mal-estar de outro. Diverti-me com o ficarmos as três ali e com os dois abraços logo de manhã (e sim, acho que estou mais ligada a vocês, às vezes até acho que estou a ser cola, mas foi muito tempo em que me fizeram tanta falta). Renovei energias com a praia fria e vazia e com as partilhas que fazem bem. 

Foi um dia cheio de pormenores, dos grandes! 

terça-feira, 5 de junho de 2012



Consigo perceber se alguém é importante para mim pela minha forma de ser quando estou com ou sem essa pessoa. E, durante uns tempos, deixei de ser eu. Aliás, era eu mas incompleta, faltava ali alguma coisa, aliás algumas duas coisas. E quando percebi que não era isso que queria para mim decidi fazer alguma coisa para mudar. 
Apesar do pé atrás, lá no fundo sabia que ia ser bem recebida. E assim foi. Afinal já tinhas um post-it com "You know who I am". E sim, sei. Apesar deste tempo longe, foi por saber quem és que não desisti. E ainda bem. Pusemos a conversa em dia, decidimos que o que lá vai, já foi e que vamos re-construir o nós que agora sinto que nunca desabou.
Voltamos também a ser os três, desta vez para valer. E afinal foi como se nunca nos tivéssemos perdido uns dos outros. Voltei a sentir que "no matter what" vos tenho sempre comigo, tenho sempre para quem correr quando me der essa vontade, quem me dê na cabeça quando preciso e quem me ajude a ultrapassar os dias maus mesmo sem ter de os partilhar. Voltei a sentir o conforto, o aconchego de ser parte de algo maior. E isso, isso é a melhor sensação do mundo.    

quarta-feira, 30 de maio de 2012

From time to time, stop everything you do, and go to your quiet place.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Dizem-me que não é bonito de ver, que "eram tão amigas", que não devia estar chateada. E eu fico sem saber o que dizer. Não digo que não estou chateada, não digo que estou magoada, não digo que todos os dias sinto falta do que éramos. Não digo que nunca conseguirei ser com ninguém aquilo que fomos, 1º porque não acredito poder haver outra minha pessoa e 2º porque fujo quando até acho que isso possa acontecer. Não digo que não canto "When the world seems senseless. It's me and you against them. And I love you 'cause you know who I am." porque já não faz sentido. Não digo que éramos família, inseparáveis, que nos sabíamos de cor, que dizíamos tanto com o silêncio como com rios de palavras. Não digo que sem isto, tudo o resto custa mais a passar.

Guardo tudo para mim, encolho os ombros e digo: São coisas que acontecem

terça-feira, 22 de maio de 2012

As semelhanças estão lá, pelo menos aos meus olhos, e como gato escaldado de água fria tem medo, eu fujo. 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Dizem que não se deve voltar aos sítios onde já se foi muito feliz, corre-se o risco de não se ser tão feliz como da primeira vez. Eu diria antes que não se deve voltar aos sítios dos quais tens recordações de momentos, de pessoas que sabes que não se voltarão a repetir, corre-se o risco de se ficar nostálgica, de sentir aquele nó na garganta e de sonhar com isso toda a noite.

Afinal ainda não estou preparada

Entre Flip Flops vou ganhando o futuro, o presente, com pequenos passos, pequenos "oupas". O perguntarem-me se estou bem, ajuda; o "raptarem-me" no elevador ajuda; irmos às compras de meninas e acabar no MacDonald's ajuda; o querer sentir, dar mais um passo, conhecer os meus limites, ajuda. E o estar feliz a maior parte dos dias também ajuda.

sábado, 5 de maio de 2012

Xoxa

Estás longe. Sabes que sim. Confirma-lo quando te dizem que andas muito xoxa, quando quem te conhece bem (afinal somos parecidos, precisamos que nos arranquem as coisas a ferros) te diz que andas xoxa. E a verdade é que andas. Há dias que andas muito xoxa. 

"Ela olhou e percebeu que, estava a trancar-se cada vez mais, como a fugir por dentro, para longe, para um lugar tão distante que podia existir só dentro das pessoas."
O filho de mil homens, Valter Hugo Mãe

quinta-feira, 3 de maio de 2012


Foi a minha 1ª viagem sozinha. Ia para Paris em vez de Barcelona. À chegada tinha um cartaz à minha espera, balões, confetis e vocês. Adorei a vila, as maravilhosas comidas, o jantar de tapas que se prolongou até à 1h com tanta conversa (e que me deu ideias fantásticas para o casamento). Relaxei muito a 35ºC mesmo com neve à volta e consolei-me com o chocolate quente e o goufre com nutela. Gostei de sentir que, apesar da idade, continuamos as meninas a jogar às escondidas e à macaca cá fora, que é uma amizade que mesmo à distância não falha, não vacila. Mas o que gostei mais, o que realmente me marcou foi ver que foram feitos um para o outro.