Quando vires os teus olhos a verem-te, quando não souberes se tu és tu ou se o teu reflexo no espelho és tu, quando não conseguires distinguir-te de ti, olha para o fundo dessa pessoa que és e imagina o que aconteceria se todos soubessem aquilo que só tu sabes sobre ti.

José Luis Peixoto

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ponto de não retorno


Enquanto continuarmos assim, a tentar, a querer saber, enquanto não chegarmos ao ponto de não retorno, enquanto isso, estamos bem.

título daqui

domingo, 18 de novembro de 2012

Os meus bons dias nos Meus


"Depois, chego ao trabalho, ligo o pc, abro o email e o chat pisca com o "bom dia alegria" ou "buenos dias matosinhos". Não preciso de me esforçar para saber quem é, pois o ritual assim o dita e sei sempre que ao chegar ela o fará com o maior sorriso nos lábios e aquela expressão de menina travessa de sardas no rosto e bochechas rosadas. Sei que o diz com o mesmo carinho com que me lê, com que me escuta e me segue. Com a mesma preocupação de quem quer bem e com o mesmo amor de quem é feliz porque os seus o são" 



Nos bons dias, na banana a meio da manhã, na fruta ao almoço, no voltar atrás na minha burrice. Porque, mais do que não fazer aos outros o que não gosto que me façam a mim, gosto de fazer aos outros o que gosto que me façam a mim. 

sábado, 17 de novembro de 2012


Finalmente ele regressa para compensar a falta que não imagina que lhe faz.

sábado, 3 de novembro de 2012


 Nenhum amor deste mundo, nem do outro, deve ser avassalador ao ponto de te impedir de crescer.

domingo, 28 de outubro de 2012

Ela pode vir brincar?


Somos todas diferentes, sempre fomos. Mas depois, quando nos juntamos todas outra vez, aí voltamos a ter 7, 12 ou 16 anos, voltamos a ser as meninas que brincaram sempre na rua, que não tinham vergonha de pedir comida na casa umas das outras, que partilhavam tudo mesmo sem saberem nessa altura que isso era desabafar. Voltamos a rir-nos com e umas das outras, voltamos a reviver o tempo de jogar à macaca e a partilhar os problemas de agora. E é nestes momentos, nestes pequenos momentos que sinto e sei que por mais voltas que o mundo dê, lá no fundo, vamos ser sempre nós.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Há só uma janela fechada


Há só uma janela fechada, e o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

Alberto Caeiro

Em Janeiro vou abrir outra janela e ver mais mundo lá fora. Vou fazer uma pausa daquele que tem sido o meu sitio de todos os dias nos últimos tempos. Vou ganhar novos rituais de almoço e lanche, novos bons dias à chegada e até amanhã à saída. Vou passar a pasta dos "emails para todos" e vou deixar de estar, todos os dias. E, se por um lado não podia estar mais ansiosa com a nova aventura, com a possibilidade de fazer um grande trabalho, de conhecer pessoas novas e uma cultura diferente, por outro, estou com medo de abrir a janela e ver que afinal aquele mundo lá fora não é aquilo com que sonhei.   

domingo, 14 de outubro de 2012

Meu irmão


É carne da minha carne e sangue do meu sangue. E quando recorro aquele exercício infantil de tentar perceber o quanto se gosta de quem quer que seja através daquilo que se está disposto a fazer por quem quer que fosse, dou por mim a pensar no motivo pelo qual seria capaz de matar e ocorre-me um de imediato - ele.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012


"Que o ódio que te (vos) mostrei não é o amor que te (vos) sinto"

(mesmo sendo um bocadinho exagerado para o sentido que lhe quero dar, é isto)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Um bocadinho mais

Não é fácil chegar a mim, pelo menos eu acho que não é. Falo e sorrio com todos. Mas nem com todos desabafo, nem a todos mostro as minhas preocupações, peço conselhos e opiniões. Que é preciso sacarem-me com saca-rolhas, dizem. Eu concordo. Mas depois, há pessoas que me conhecem tão bem que sabem quando preciso de falar, que me fazem querer falar, querer contar coisas que nem eu própria sei bem. E eu gosto quando isso acontece. Gosto de ser assim. Gostei de ter a NC de sempre a preocupar-se comigo, a perguntar e a querer estar sempre (nem que seja só um bocadinho todos os dias). Gostei que me ajudassem a abrir os olhos e a ver que nem sempre estou 100% certa. Gostei de sentir ter crescido um bocadinho mais na partilha.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

"Não tenhas pressa de crescer, não me interpretes mal, crescer é maravilhoso, só não tenhas pressa. Aproveita cada momento, mesmo os de tristeza, os de raiva, não me interpretes mal, não se trata de os alimentar, mas de os viver, apenas vivê-los. Não tenhas pressa de crescer, vive cada dor como deve ser vivida, cada alegria como deve ser partilhada, cada vivência como se dela fosses extrair algo, extrais sempre, não tenhas pressa de crescer. Não tenhas pressa para ser independente, não tenhas pressa, aproveita cada carinho, cada abraço, cada sorriso, cada mimo, lambe cada ferida com compaixão, com amor, por ti, sempre por ti. Não tenhas pressa. Não tenhas pressa, vive o momento como se o merecesses, sente cada gesto, cada toque, cada textura, percorre-a com os teus dedos, a memória da sensação é muito mais duradoura do que a que fica registada no cérebro, essa é volátil, não há hd externo que te salve. Ouve cada palavra, sente cada entonação de voz, observa o piscar dos olhos, observa os olhos, sempre os olhos. Não tenhas pressa de viver, não tenhas pressa para terminar uma tarefa, fá-la com amor, perde tempo com os detalhes. Não tenhas pressa, porque cada passo teu, cada palavra dita, cada ação, cada gesto, cada sensação boa ou má, cada segundo da tua vida passa rápido demais, cada minuto, cada momento, acaba e não volta nunca mais. Não tenhas pressa, porque cada vivência tua te vai ser cobrada mais tarde, cada coisa que recusaste tem um preço, cada coisa que fizeste tem um preço. A vida tem um preço. Não tenhas pressa de viver, vive, regista o melhor que puderes, atenta nos detalhes, os detalhes são o que te prenderá às tuas próprias amarras ou te deixará livre para voares para onde quiseres. Não tenhas pressa, voa devagar, lentamente, não tenhas pressa."



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Volta sempre


Vai. Claro que vai. Volta sempre. 
Mas até voltar, até brilhar com a mesma intensidade, vai ser preciso tempo. Porque é difícil superar as desilusões, as nossas e as dos outros. É difícil não sentir o nosso mundo a tremer quando nos tiram uma grande (e boa) parte de nós. É impossível não fraquejar, não chorar, não querer sair daqui e começar tudo noutro sítio. Mas também é impossível manter-me longe de quem gosto, deixar para trás quem eu sei ser bom, não me agarrar a quem esteve e está sempre do meu lado e saber que um dia, um dia tudo vai voltar a ser como sempre devia ter sido.  

domingo, 9 de setembro de 2012


Por isso, pelo menos para ti, sê tu própria.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

So, here I go.

Here's the thing about mistakes:
Sometimes, even when you know something is a mistake, you gotta make it anyway.

How I met your mother

sexta-feira, 3 de agosto de 2012


Quanto tempo esperaria pela pessoa que ama?

quinta-feira, 2 de agosto de 2012


A NC diz-me que uma das lições que aprendeu comigo foi viver tudo, mas sempre serena. Agora falta-me essa serenidade. Fugiu-me, e eu não sei quando nem para onde. Falta-me a tranquilidade de outros tempos, o resolver as coisas à primeira e saber ser essa a melhor decisão. Falta-me a paz de estar quieta e mesmo assim feliz, a maior parte dos dias. Falta-me o entender tudo com paz, com bondade, sem más intenções. 

E assim, assim não estou feliz.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Makes it so hard not to cry

E depois do counting down já estou de volta. Foi bom, não espectacular, mas bom.
Gostei de te voltar a ver depois de quase 1 ano e saber que continuamos na mesma, ou melhores até. Gostei de conhecer um "paz-de-alma", de te mostrar a loja e as vistas sobre Lisboa. Adorei o almoço no Chiado e o gelado na Santini. Gostei dos concursos, das t-shirts e adorei o bloquinho. Adorei Snow Patrol, Justice e Katy B. Gostei de ir à porta Fnac ter contigo. Gostei das fotos. Adorei ter-vos comigo. Detestei ter sido burra

terça-feira, 10 de julho de 2012

quinta-feira, 5 de julho de 2012


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ar de miúda apaixonada



Horas antes da chegada estava amarela, doente, fui recuperar para casa e ao fim do dia já estava impecável. Afinal, não podia ser de outra maneira. Fomos a uma inauguração e não pude comer nem um petisquinho mesmo sendo de borla. E bebida, só água. A viagem para casa e o antes de adormecer foi cheio de partilhas, como o é sempre que passamos mais de um mês sem nos vermos.

Dormir até tarde e almoço com a mãe antes da ida para a essência do fim-de-semana. Tempo para abusos com frango, passeio pela cidade e compra da bebida do costume. Teleférico e aqui estamos. Muita música, festa, convívio e diversão. Depois o regresso à vossa casa com uma massa de bróculos a acompanhar. Dormir até tarde e sair para uma francesinha e descanso na relva. Ainda houve tempo para um chill out, para me pegarem pelos pés e pelas mãos e para um Rol. 
O melhor foi ouvir que estou com ar de miúda apaixonada, a partilha séria com quem é sempre na palhaçada, compararem-me ao velhinho do Up!, ter-vos perto e gostar tanto de viver assim.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

"Anda daí, vem sentar-te na lua comigo. Imagina o trabalhão que tive, mas agarrei uma estrela só para ti.(...)Por isso talvez a nossa amizade venha de outro tempo, um tempo sem tempo, uma existência eterna e paralela onde tu também tens dezoito anos e todas as noites podemos subir à lua e apanhar estrelas. Agora elas andam fugidias, a tecnologia tornou-as mais rápidas e são muito difíceis de apanhar. Anda daí, vem sentar-te na lua. Nunca está frio cá em cima e instalaram umas escadas rolantes para não nos cansarmos na subida. A Lua forrou-se de almofadas brilhantes e distribui mantas e bebidas aos visitantes. Negociei um lugar cativo com o patrocinador oficial e assim podemos ir todas as noites, se quiseres, se puderes, se tiveres tempo e vontade, tu que andas sempre a correr contra o tempo, contra os comboios, contra quem está contra ti. 
Nem sempre conseguimos encontrar-nos no tempo presente, nem sempre tens tempo para mim, mas eu sei que posso contar contigo, que num momento de crise estarás ao meu lado, que voltarás sempre, porque se a vida é um eterno regresso a casa, a amizade é um amor eterno. Por isso anda daí, vamos os dois um bocadinho à lua e quando voltarmos estarás mais bela e mais feliz e podes ter a certeza que o tempo em que estamos com aqueles que nos querem bem é sempre um tempo ganho, como quem acumula pontos de felicidade para o futuro. Mesmo que seja na lua, ou cá em baixo, entre os homens, tanto faz o tempo e o lugar, o que conta é o modo de ser e de amar."

da MRP "anda daí"tirado daqui
  
Muito obrigada pela ajuda ontem. Aquela será sempre a nossa casa! 

terça-feira, 12 de junho de 2012

E o melhor destas loucuras repentinas, destas maluquices de querer meter-me num carro e fazer 800km de viagem no mesmo dia só para aproveitar a noite dos santos, o melhor é saber que tenho quem me quisesse acompanhar, quem alinhasse nesta loucura e quem, não podendo, faz por garantir que este, afinal, não vai ser um dia como os outros.

Menina e moça


 
Lisboa nunca foi a minha cidade, nunca vivi lá, nem tenho lá família. Mas sinto-a como parte da minha vida, da minha história. É lá que vivem muitos dos que escolhi para mim, muitos dos meus, foi lá que voltei quando não sabia onde me encaixar aqui, foi lá que me diverti e senti que, afinal, nunca estamos longe uns dos outros enquanto comemos sardinhas e febras e dançamos no meio da multidão nos Santos. 
E é lá que eu não vou estar hoje, e agora, que me apercebi disso, que me disseram que sem mim não tem a mesma graça, agora senti um aperto no coração e uma vontade enorme de me meter num carro e ir para a vossa beira.

Quem gosta vem. Quem ama fica.


Costumo ir calada nas viagens. Vou a reparar nos pormenores, nos detalhes, no que se passa lá fora, no que nos passa ao lado na correria do dia-a-dia. E é, quase sempre, nos pormenores que sinto as coisas grandes, é dos pormenores que me lembro tempos mais tarde. 
Foi no abraço que recebi à chegada que reparei, na cumplicidade no retocar de pormenores que sempre houve, no entendimento da oração do "Amor tudo crê, tudo suporta". Senti a partilha na casa de banho e no balcão à espera da bebida. Senti a confiança pela preocupação com o GraphPad e o remendar de meias. Senti um nó na garganta de felicidade com os foguetes. Notei lembrarem-se de mim pela lembrança deste dia. Gostei dos "Psssst, cala-te" e da partilha com o possível mal-estar de outro. Diverti-me com o ficarmos as três ali e com os dois abraços logo de manhã (e sim, acho que estou mais ligada a vocês, às vezes até acho que estou a ser cola, mas foi muito tempo em que me fizeram tanta falta). Renovei energias com a praia fria e vazia e com as partilhas que fazem bem. 

Foi um dia cheio de pormenores, dos grandes! 

terça-feira, 5 de junho de 2012



Consigo perceber se alguém é importante para mim pela minha forma de ser quando estou com ou sem essa pessoa. E, durante uns tempos, deixei de ser eu. Aliás, era eu mas incompleta, faltava ali alguma coisa, aliás algumas duas coisas. E quando percebi que não era isso que queria para mim decidi fazer alguma coisa para mudar. 
Apesar do pé atrás, lá no fundo sabia que ia ser bem recebida. E assim foi. Afinal já tinhas um post-it com "You know who I am". E sim, sei. Apesar deste tempo longe, foi por saber quem és que não desisti. E ainda bem. Pusemos a conversa em dia, decidimos que o que lá vai, já foi e que vamos re-construir o nós que agora sinto que nunca desabou.
Voltamos também a ser os três, desta vez para valer. E afinal foi como se nunca nos tivéssemos perdido uns dos outros. Voltei a sentir que "no matter what" vos tenho sempre comigo, tenho sempre para quem correr quando me der essa vontade, quem me dê na cabeça quando preciso e quem me ajude a ultrapassar os dias maus mesmo sem ter de os partilhar. Voltei a sentir o conforto, o aconchego de ser parte de algo maior. E isso, isso é a melhor sensação do mundo.