Quando vires os teus olhos a verem-te, quando não souberes se tu és tu ou se o teu reflexo no espelho és tu, quando não conseguires distinguir-te de ti, olha para o fundo dessa pessoa que és e imagina o que aconteceria se todos soubessem aquilo que só tu sabes sobre ti.

José Luis Peixoto

quarta-feira, 3 de abril de 2013

A maior prova de que a família também se escolhe

É isto. Foi este fim-de-semana, esta Páscoa. 
Já foi 24h/24h, já foi para sempre e já foi para talvez nunca mais. Já foram sorrisos, muitos sorrisos, algumas lágrimas (talvez das mais difíceis). Já foram aventuras, visitas, partilhas, viagens. Já foi cuidar (foi sempre muito o cuidar) e já foi ignorar. Já fomos tudo e também tão pouco. Mas voltamos sempre ao nós. E o que é isto senão família?
Acrescentamos tanto desta vez que ficou um vazio quando foste, um não pertencer a lugar nenhum, o ser carta fora do baralho. Foi tanto que não tenho palavras que o descrevam.
Seja onde for, vamos sempre encontrar "Um destino qualquer ou um banquinho bom para sentar". Porque, exactamente por tudo isto, és a minha maior prova de que a família também se escolhe.
 


terça-feira, 26 de março de 2013

On top of the world


Mesmo com quase desistências pelo meio, com muitos km de distância e dias de ausência física, com o mundo que parece rodar no sentido contrário ao que deveria. Quem tem amigos como os meus está sempre On top of the world.
Obrigada :)


quinta-feira, 21 de março de 2013

E hoje foi mais uma pequena parte de mim no comboio, de regresso. E é nestas alturas que tenho saudades de casa, das minhas pessoas, do estar só porque sim, dos nossos ritmos, hábitos e risos. Sobretudo de todo o tempo que passamos a rir. E se na manhã anterior dizia que já me está a custar saber que vou embora daqui a poucos meses, hoje de manhã só queria dar um passo em frente e ir contigo no comboio.

Mas depois sinto-me sempre aí com as conversas, as partilhas e a proximidade que só a cumplicidade (e a internet) permite. 

Há dias assim

domingo, 3 de março de 2013

 
E um sorriso foi o que bastou para começar uma bike race com dois miúdos durante 10min. E foi o suficiente para tornar o dia um bocadinho melhor, mesmo que depois tenha ficado sem um bocadinho de dedo. 


Não podia pedir mais. Excepto que nos deveríamos talvez, só talvez, ter encontrado noutra fase das nossas vidas. (Suspeito muito de nós, é uma daquelas coisas parvas tão típicas em mim). Aí provavelmente teria sido para sempre. Aí a linha teria sido uma única e teríamos prosseguido. Nunca facilmente mas até ao fim. Sem dramas, está tudo bem assim também.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Dia 20

Conheço-te desde que me lembro de existir. 
Por minha causa, quase ficavas sem língua. Ri-me até às lágrimas enquanto quase morrias engasgada com um chupa. Tudo o que havia para aprender, desde os 5 até já acharmos que sabíamos tudo aos 16 anos (sim, claro...), fomos partilhando entre nós. Não tínhamos aulas de manhã mas acordávamos cedo para ir para casa uma da outra. Trocamos bilhetes durante a semana toda a prever o almoço no "Bar do Século".  Conseguimos estar horas a conversar, sobre nada de especial e sobre tanto ao mesmo tempo. Nunca gostaste dos meus "namorados novos" à primeira e continuas a gozar comigo por causa do 1º (mesmo não tendo sido mesmo meu namorado). Sabes que canto maravilhosamente e que, para mim, a lua está sempre "tão linda". Foges às vezes (tens fugido muito ultimamente) mas, mesmo assim, mesmo com muita insistência da minha parte, acabas sempre por voltar. 
Engraçado, lembrei-me agora que quase não temos fotos juntas. Talvez porque estamos sempre na vida uma da outra.

Parabéns!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Amor

Começar o dia a ler que a minha covinha quando sorrio, vale ouro. Ter um bom pequeno-almoço, ir na conversa e a pedalar para o trabalho e conhecer alguém que esteve 3 meses na minha cidade preferida. Continuar a manhã com uma promessa de francesinha e acabar o almoço com um abraço e o "ser a portuguesa de alguém". Pelo meio, conversas, votos de um bom dia do amor, partilhas e "gosto muito de ti". Ao fim do dia, saber que vou ter mais uma visita e sair mais cedo do trabalho para enviar um postal a quem faz parte da minha vida desde sempre. Acabar o dia a rir com aqueles que me incluem sempre na família Pathmos. 
E, se isto não é amor, então não sei o que será.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

It's the little things

É a lua ao cair da noite, linda como sempre. O sair mais cedo porque está um dia de sol e ver um dos maiores pôr-de-sol de sempre. O saber sempre o que se passa desse lado. Os pedidos de opiniões e ajuda. A partilha das alegrias. Provarem sempre a minha comida e fazerem-me companhia ao jantar. Ajudarem-me no trabalho e nunca, nunca se esquecerem de mim para o almoço.

It's all about the little things!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A vida estranha? É só uma vida especial


E é mais especial de cada vez que me fazes ver isso, de cada vez que continuas na minha vida, de cada vez que falamos e vejo que continua tudo na mesma.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

"Bossy" diz ele. Porque "é intuitivo". E eu acho muita graça a isto tudo, tendo só passado uma semana.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido

 
 
Hoje não foi o vento, foi a neve. A andar de bicicleta e tudo branquinho e a nevar. Não consegui tirar fotos, ainda não me equilibro muito bem só com uma mão, mas parecia mesmo uma cena de um filme. Há dias que, mesmo com muito frio, vale a pena vivê-los lá fora.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Tudo em meu redor me diz que estás sempre comigo

Ainda um bocado anestesiada das últimas 2 semanas do ano, dos jantares, das despedidas, dos "até já", mas já mais dentro da realidade do daqui para frente dos próximos meses. Uma realidade um pouco mais distante em km, em abraços e almoços demorados e sem tempo para falar tudo o que se quer. Mas os bons dias todas as manhãs, sem excepção, as conversas ao longo do dia, as piadas sem piada que tanto me rio, as partilhas, a preocupação, essas continuam todas cá, nascem todos os dias de manhã ao tirar um papelinho do saco (que sempre me faz rir), nas conversas pelo skype, nas pequenas grandes coisas.

domingo, 16 de dezembro de 2012

O melhor que os amigos e as amigas têm a fazer é verem-se cada vez que podem. É verdade que, mesmo tendo passado dez anos, é como se nos tivéssemos visto ontem. Mas, mesmo assim, sente-se o prazer inencontrável de reencontrar quem se pensava nunca mais encontrar. O tempo não passa pela amizade. Mas a amizade passa pelo tempo. É preciso segurá-la enquanto ela há. Somos amigos para sempre mas entre o dia de ficarmos amigos e o dia de morrermos vai uma distância tão grande como a vida.

Miguel Esteves Cardoso

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Levas-me

Regressaste ontem, tal como apareceste da primeira vez, de surpresa. Levas-me, com as palavras sabes que, pelas palavras, eu vou sempre, àquele tempo, aos gelados, às sornas, à preguiça e aos passeios e sorrisos. Levas-me ao céu que é um lugar na terra, a um dos sorrisos mais bonitos, às horas ao telefone e às palavras na parede sempre as palavras. Levas-me às ruas de Sintra e ao chocolate quente. Levas-me ao que fui, ao melhor de mim. 

Levas-me a ver que, apesar de tudo, valeu a pena.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Um pequeno passo para o mundo, um salto gigantesco para mim.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


Não estava em mim e fui menos eu, menos quem deveria ter sido. Cuidaste de mim, como sempre o fizeste. E, no silêncio da noite, eu ouvi-te e quis dar-te a mão, literalmente, e dizer-te que estava ali, que estou sempre aqui, mas não consegui. A estupidez de uma noite tirou-me as forças.

Even if you cannot here my voice, I'll be right beside you.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ponto de não retorno


Enquanto continuarmos assim, a tentar, a querer saber, enquanto não chegarmos ao ponto de não retorno, enquanto isso, estamos bem.

título daqui

domingo, 18 de novembro de 2012

Os meus bons dias nos Meus


"Depois, chego ao trabalho, ligo o pc, abro o email e o chat pisca com o "bom dia alegria" ou "buenos dias matosinhos". Não preciso de me esforçar para saber quem é, pois o ritual assim o dita e sei sempre que ao chegar ela o fará com o maior sorriso nos lábios e aquela expressão de menina travessa de sardas no rosto e bochechas rosadas. Sei que o diz com o mesmo carinho com que me lê, com que me escuta e me segue. Com a mesma preocupação de quem quer bem e com o mesmo amor de quem é feliz porque os seus o são" 



Nos bons dias, na banana a meio da manhã, na fruta ao almoço, no voltar atrás na minha burrice. Porque, mais do que não fazer aos outros o que não gosto que me façam a mim, gosto de fazer aos outros o que gosto que me façam a mim. 

sábado, 17 de novembro de 2012


Finalmente ele regressa para compensar a falta que não imagina que lhe faz.

sábado, 3 de novembro de 2012


 Nenhum amor deste mundo, nem do outro, deve ser avassalador ao ponto de te impedir de crescer.

domingo, 28 de outubro de 2012

Ela pode vir brincar?


Somos todas diferentes, sempre fomos. Mas depois, quando nos juntamos todas outra vez, aí voltamos a ter 7, 12 ou 16 anos, voltamos a ser as meninas que brincaram sempre na rua, que não tinham vergonha de pedir comida na casa umas das outras, que partilhavam tudo mesmo sem saberem nessa altura que isso era desabafar. Voltamos a rir-nos com e umas das outras, voltamos a reviver o tempo de jogar à macaca e a partilhar os problemas de agora. E é nestes momentos, nestes pequenos momentos que sinto e sei que por mais voltas que o mundo dê, lá no fundo, vamos ser sempre nós.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Há só uma janela fechada


Há só uma janela fechada, e o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

Alberto Caeiro

Em Janeiro vou abrir outra janela e ver mais mundo lá fora. Vou fazer uma pausa daquele que tem sido o meu sitio de todos os dias nos últimos tempos. Vou ganhar novos rituais de almoço e lanche, novos bons dias à chegada e até amanhã à saída. Vou passar a pasta dos "emails para todos" e vou deixar de estar, todos os dias. E, se por um lado não podia estar mais ansiosa com a nova aventura, com a possibilidade de fazer um grande trabalho, de conhecer pessoas novas e uma cultura diferente, por outro, estou com medo de abrir a janela e ver que afinal aquele mundo lá fora não é aquilo com que sonhei.   

domingo, 14 de outubro de 2012

Meu irmão


É carne da minha carne e sangue do meu sangue. E quando recorro aquele exercício infantil de tentar perceber o quanto se gosta de quem quer que seja através daquilo que se está disposto a fazer por quem quer que fosse, dou por mim a pensar no motivo pelo qual seria capaz de matar e ocorre-me um de imediato - ele.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012


"Que o ódio que te (vos) mostrei não é o amor que te (vos) sinto"

(mesmo sendo um bocadinho exagerado para o sentido que lhe quero dar, é isto)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Um bocadinho mais

Não é fácil chegar a mim, pelo menos eu acho que não é. Falo e sorrio com todos. Mas nem com todos desabafo, nem a todos mostro as minhas preocupações, peço conselhos e opiniões. Que é preciso sacarem-me com saca-rolhas, dizem. Eu concordo. Mas depois, há pessoas que me conhecem tão bem que sabem quando preciso de falar, que me fazem querer falar, querer contar coisas que nem eu própria sei bem. E eu gosto quando isso acontece. Gosto de ser assim. Gostei de ter a NC de sempre a preocupar-se comigo, a perguntar e a querer estar sempre (nem que seja só um bocadinho todos os dias). Gostei que me ajudassem a abrir os olhos e a ver que nem sempre estou 100% certa. Gostei de sentir ter crescido um bocadinho mais na partilha.