Ou não perdoes, mas deixa andar.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Na curva do meu pescoço
Acreditar que sim, que é este o caminho. E se não for, voltamos atrás e começamos de novo. Um bocadinho (um bocadão) mais todos os dias. Com calma, porque me ensinaste que é preciso dar tempo ao tempo, e tudo se resolve. Porque no Boa noite do fim do dia já sinto o Bom dia com um abraço. E não há nada neste mundo que não se resolva com um abraço bem apertado e a tua cabeça na curva do meu pescoço.
Don't close your eyes unless you can dream. Don't open your eyes unless you can believe.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Então é Amor
Se as dificuldades diminuem quando partilhadas. Se os receios se
transformam num mote comum para unir esforços e ultrapassá-los. Se num
momento de silêncio em que se escuta o outro se ajudam a reparar os
estragos de um mau dia. Se na intensidade de um abraço se concentra a
paz de uma vida. Se o beijo que nos acorda e a primeira palavra que se
escuta nos fazem ter a certeza de que, o que quer que aconteça, vai
valer a pena regressar no final do dia. Se a outra pessoa da nossa vida
significa tudo isto, o Amor é, será sempre, suficiente. Suficiente para
ter todas as certezas do mundo mesmo que a pior das dúvidas e o mais
tenebroso medo nos assalte. Porque amar e ser amado só nos pode trazer
protecção, segurança e paz.
terça-feira, 1 de abril de 2014
Disponibilidade de coração
A forma como me pegas na mão. Como, no meio da confusão, me procuras com o olhar e me fazes saber que estamos ali juntos. O carinho com que pousas a tua mão no fundo das minhas costas, onde quer que estejamos, e me fazes sentir em casa. O beijo suave na testa, no pescoço, nas costas sem constrangimentos nem embaraços. A tua disponibilidade de afectos, de coração.
A capacidade de apagar um dia mau no conforto único de um abraço forte.
sábado, 29 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
Tenho saudades tuas. Morro de saudades tuas. Falta-me o conforto do chá de maçã e canela de verdade e o arranjares solução para tudo, sempre. Continuo a mexer os pés quando não quero adormecer e lembro-me de ti. A lua, bem, a lua tem também o teu nome gravado. Quando as palavras não são muitas, tenho menos certezas do que aquelas que sempre tive contigo. Nem todos os dias me lembro de ti mas ainda não consigo esquecer a tua ausência.
And once the storm is over you won’t remember how you made it through, how you managed to survive. You won’t even be sure, in fact, whether the storm is really over. But one thing is certain. When you come out of the storm you won’t be the same person who walked in. That’s what this storm’s all about.
Haruki Murakami, Kafka on the Shore
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Stand and stare
We have no time to stand and stare?
No time to stand beneath the boughs
And stare as long as sheeps or cows
No time to see, when weeds we pass,
where squirrels hide their nuts in grass
No time to see, in broad daylight
Streams full of stars, like skies at night
No time to turn at Beauty's glance,
And watch her feet, how they can dance
No time to wait till her mouth can
Enrich that smile her eyes began
A poor life this is if, full of care,
We have no time to stand and stare.
Leisure de William Henry Davies. 1911. encontrado aqui.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Sê tu própria e a tua melhor amiga
Às
vezes tens que ser a tua própria estrela, o teu anjo da guarda. Tens
que ser o teu próprio herói, merecer o teu próprio orgulho e senti-lo,
bem forte. Tens que ser tu a nadar e tu também, nas bancadas, a torcer.
Tens que ser o ídolo e o fã, tens que te admirar a ti próprio pelo que
fazes, pelo que és, pelo que representas.
Às vezes tens que brilhar mais que o sol, ser a mais bondosa, a mais
luminosa, a mais humilde. Tens que fazer as perguntas e saber as
respostas, ter tempo para falar e conseguir ouvir.
Porque
às vezes dás por ti, e no meio da multidão, no meio da família e dos
amigos, de tanto amor que te têm, és a única que, naquele momento, está
lá. E é com essa pessoa que tens, acima de tudo, que aprender a admirar.
A elogiar, quando te olhas ao espelho. A felicitar, quando as coisas
correm bem. A mimar, quando a vida é dura. Sê tu própria e, quando o
fores, sê também a tua melhor amiga.
Espectacularmente bem escrito, aqui. (Repost)
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
2013
Fui
sozinha e adorei ser só eu. Reaprendi a felicidade comigo mesma,
conquistei um lugar onde não conhecia ninguém e construí mais uma parte
da minha família. Viajei, viajei muito. E falei escrevendo, muito
também. Aprendi a ceder uma parte do meu espaço. E cresci.
Londres
e o reencontro com a família. Irlanda e voltar a nós. Suiça e
Luxemburgo e sabermos que depois disto ficamos amigos para sempre.
Berlim e a nossa vida que mudou tanto desde então. Amesterdão muitas
vezes e com uma das pessoas mais importantes da minha vida. Bélgica e a
inesquecível viagem de Qashqai e tudo o que lá vivemos. Utrecht e não
gostar assim tanto porque afinal o que interessa é estarmos juntos. Tive muito orgulho do meus país e divulguei-o intensivamente durante 4 dias.
Fiz
amigos, muitos e pessoas que vão ficar para sempre na minha vida. Fiz
melhores amigos também. E mantive aqueles que já tinha. Estive sempre
presente na vida dos meus, mesmo com tantos kms a separar-nos. Fiz a
diferença naquilo que mais me faz feliz, as pessoas. Apaixonei-me.
Deixei-me levar, aprendi a sermos os dois porque agora sei que "It's
always better when we're together". Cumprimos promessas de infância e
fui madrinha de casamento de uma amiga de sempre. Decidi que sim, que
talvez valesse a pena, e perdi uma pessoa muito importante na minha
vida. Senti que fiz muita falta no dia-a-dia, em especial a alguém com
quem sempre vivi lado a lado.
A
maior certeza que tenho no fim deste ano é que "quando se pertence,
nunca se parte". E isso, isso enche-me o coração daquilo que realmente
importa.
domingo, 22 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
para antes de perguntar.. ver.
Desde pequenos somos programados para pedir, para perguntar. e menos
para dar, ou responder. "quem não chora, não mama" deve ser das piores
teorias que se ensinam, porque encerra em si o facto de quem dá, só o
faz porque alguém lhe pediu/chorou. teoria triste, porque tudo o que
recebemos, quando pedimos, sabe sempre - apenas - a resposta. e o melhor
de ouvir não são respostas. "eu também gosto de ti" tem só metade do
valor de: gosto de ti. "eu também quero estar aí", não vale quase nada
ao lado de: eu vou aí! é que "eu também", podendo ser a melhor réplica
que se pode ter, é apenas isso mesmo: uma resposta. e as coisas que
contam mesmo não são respostas. são afirmações.
desde pequenos somos programados para pedir: queres namorar comigo? dás-me um beijo? casas comigo? deve ser por isso que desarmam as pessoas que em vez de perguntar, afirmam. não dizem dás-me um beijo. dão. não perguntam: queres viver comigo. entregam as chaves da casa. não perguntam se vamos amar para sempre: tatuam esse amor na pele. porque as melhores afirmações não se dizem, não se escrevem, fazem-se! as afirmações que realmente contam são gestos: quando se vai contra um muro só porque se quer alguém que está do outro lado, quando se enfrenta o mar bravo só porque se quer ir mesmo naquele barco. quando alguém nos mostra com actos e atitudes que é ao nosso lado que quer estar, sem o termos pedido, ficamos com o peito cheio de certezas, algumas que nem sequer sabíamos que podíamos ter.
por isso "do you love me?.." é a pior pergunta que se pode fazer. por muita ansiedade ou necessidade que se tenha em ouvir, é preciso saber esperar, no nosso canto, que o mundo nos diga o que quer de nós, o que somos, e para quem contamos. porque nesse momento, quando sem pedirmos, o mundo se muda, se transforma, se vira de pernas para o ar, só para nos mostrar o que valemos, aí sim, vamos ter todas as certezas que nenhuma resposta nos podia dar.
desde pequenos somos programados para pedir. sorte a de quem aprendeu, ou foi ensinado, ou tem a capacidade natural de, antes de questionar, entender. antes de criticar, saber colocar-se do outro lado. antes de pedir, dar tudo. para antes de perguntar.. ver.
desde pequenos somos programados para pedir: queres namorar comigo? dás-me um beijo? casas comigo? deve ser por isso que desarmam as pessoas que em vez de perguntar, afirmam. não dizem dás-me um beijo. dão. não perguntam: queres viver comigo. entregam as chaves da casa. não perguntam se vamos amar para sempre: tatuam esse amor na pele. porque as melhores afirmações não se dizem, não se escrevem, fazem-se! as afirmações que realmente contam são gestos: quando se vai contra um muro só porque se quer alguém que está do outro lado, quando se enfrenta o mar bravo só porque se quer ir mesmo naquele barco. quando alguém nos mostra com actos e atitudes que é ao nosso lado que quer estar, sem o termos pedido, ficamos com o peito cheio de certezas, algumas que nem sequer sabíamos que podíamos ter.
por isso "do you love me?.." é a pior pergunta que se pode fazer. por muita ansiedade ou necessidade que se tenha em ouvir, é preciso saber esperar, no nosso canto, que o mundo nos diga o que quer de nós, o que somos, e para quem contamos. porque nesse momento, quando sem pedirmos, o mundo se muda, se transforma, se vira de pernas para o ar, só para nos mostrar o que valemos, aí sim, vamos ter todas as certezas que nenhuma resposta nos podia dar.
desde pequenos somos programados para pedir. sorte a de quem aprendeu, ou foi ensinado, ou tem a capacidade natural de, antes de questionar, entender. antes de criticar, saber colocar-se do outro lado. antes de pedir, dar tudo. para antes de perguntar.. ver.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Solta o cabelo, meu amor!
"Quando te conheci andavas sempre de cabelo solto. Tinhas um cabelo
bonito, meu amor, loiro e liso, sempre com um cheiro a camomila e a
alfazema, que eu bem me recordo. (...) Quando a vida nos juntou – para sempre- lembro-me daquele novo primeiro
beijo, de mergulhar as mãos no teu cabelo como se estivesse em casa, ao
fim do dia, a mesma sensação de descalçar os sapatos, de regresso a
casa. Depois de sermos pais, os cabelos passaram a andar presos, porque a Ana
tos puxa, porque precisas de mudar fraldas, de dar banhos, cabelos longe
dos olhos, presos num rabo-de-cavalo, numa trança, o mesmo cheiro a
camomila e alfazema, mas presos, apanhados na teia do quotidiano com
filhos, da maternidade que se quer sem embaraços, logo os teus cabelos,
meu amor, potros indomáveis.(...)
De caminho te peço: soltas o cabelo, meu amor?"
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Porque sermos, basta.
Dei por mim a falar, a partilhar. Ouvi-me dizer que não precisamos de saber o que a outra tem, basta estarmos, porque estamos e estaremos sempre sem precisarmos de saber o motivo. Porque o que interessa é sabermos que estamos lá, incondicionalmente, e que a simples presença da outra basta para que tudo fique um bocadinho melhor, sem razões, só porque sim. Só porque nos temos uma à outra neste mundo que, tantas vezes desencontrado, acaba sempre por girar no sentido certo.
Fazer parte de algo Maior. Estar, Ser e Cuidar. Simples assim. Sem mais.
do Norte
"No Norte quando se ama, acaba tudo. Começa tudo. Nunca mais
esqueceremos. No Sul nada acaba de repente, há mais maneiras, uma forma
diferente de nos encontramos e de nos deixarmos. No Norte somos todas
rapazes. Há um brio qualquer, uma razão secreta para não haver
cavalheirismos. Somos iguais e então é uma guerra. No Sul que parece tão
fácil é sempre tudo mais difícil. Se nos arrebatam, estamos doidos, se
somos nós a arrebatar, estamos doidos. É assim e eu sei que não é por
mal. No Norte matamo-nos, matamos, fazemos um pé-de-vento, há sempre
confusão nas estações de comboio. E bêbedos, muitos bêbedos. Metade
delas, das bebedeiras, por causa deles. Dos amores partidos. No Norte,
uma senhora tem sempre um rasgo de aventura escondido no peito, o Norte é
duro, torna-nos duros e desvairados quando amamos. No Norte ama-se
tudo, a família tonta, os ricos e os pobres são histórias que se contam
casa sim e casa não. No Norte, onde tudo importa, tudo se aceita.
Comem-se tripas. Mas no Sul não. No Sul apaixonamo-nos mais vezes e
quando damos conta fomos levados. É do calor. E não era assim tão
importante. Quando, no Sul, um amor nos arranca do chão, esse é o único.
E lembramo-nos do Norte: violento e terno, como todos os grandes
amores."
Porque nunca, tanto como aqui, me fizeram ver que sou uma mulher do Norte.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Quero-te. Ficamos
E o que nos falta, seis semanas. Demasiado bom para deixar fugir assim facilmente, dizes, e demasiado difícil para decidir só com o coração. Faço-te falar do que sentes e do que queremos fazer, gostas disso em mim, dizes. Com ou sem perspectivas de um lugar comum, há vontade. E a vontade, esta vontade muda o mundo.
Quero-te. Ficamos.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Tão grande como a vida
À distância de 3 horas consigo sentir o que se passa num dos meus lugares no mundo. E não gosto, não gosto nada. Gosto de saber que se lembram de mim nas mais pequenas coisas, gosto da partilha de uma parte fofa da tua vida, a-d-o-r-o a vossa felicidade pela minha felicidade, os bons dias de manhã, os abraços ao longo do dia, os pedidos de opinião, as partilhas de mau-estar. Não gosto da desunião, da não partilha com quem está aí mesmo ao lado, do ficarem na vossa zona de conforto só porque sim e do não aproveitarem todos os dias para continuarem a construir aquilo que sempre fomos tendo. Sim, talvez eu fosse um elo de ligação e talvez por isso possa estar a ver as coisas piores do que aquilo que realmente são mas caraças "Somos amigos para sempre mas entre o dia de ficarmos amigos e o dia de morrermos vai uma distância tão grande como a vida".
domingo, 15 de setembro de 2013
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